关闭

Menopausa: sintomas mais comuns, o que esperar de cada fase e como cuidar da saúde nesse período

发布于 04 de November de 2026

A menopausa faz parte do envelhecimento reprodutivo e, na maioria das mulheres, ocorre entre os 45 e os 55 anos, segundo a Organização Mundial da Saúde. A transição que a antecede, chamada perimenopausa, pode começar vários anos antes e produzir mudanças menstruais e sintomas físicos e emocionais. 

No Brasil, não há um estudo que apresente uma única idade como a “média nacional”. Um estudo populacional realizado em Campinas encontrou idade média de 51,2 anos para a menopausa natural, enquanto um estudo nacional publicado em 2022 encontrou mediana de 48 anos. Essa diferença pode refletir, entre outros fatores, a população estudada e o método usado em cada pesquisa.

A experiência também varia muito entre mulheres. Algumas apresentam poucos sintomas; outras têm manifestações capazes de afetar sono, vida sexual, bem-estar, trabalho e qualidade de vida. A OMS destaca que essa transição pode repercutir nos aspectos físicos, emocionais, mentais e sociais.

O que é menopausa

A menopausa natural é considerada estabelecida depois de 12 meses consecutivos sem menstruação, quando não há outra causa fisiológica, patológica ou intervenção clínica que explique a ausência dos ciclos. Ela decorre da perda da função folicular dos ovários e da redução dos níveis circulantes de estrogênio (OMS).

A menopausa propriamente dita é, portanto, um marco. O período de mudanças que ocorre ao redor dela é mais longo.

A perimenopausa começa quando surgem os primeiros sinais da transição, frequentemente alterações no ciclo menstrual, e termina um ano depois da última menstruação. Sua duração varia entre as mulheres e pode se estender por vários anos (OMS).

Perimenopausa: quais mudanças podem aparecer

Durante a perimenopausa, a produção hormonal passa por oscilações. Um dos sinais mais característicos é a mudança no padrão menstrual: os ciclos podem ficar mais longos ou mais curtos e o fluxo pode aumentar ou diminuir, de acordo com o American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG).

Também podem ocorrer (National Health Service – NHS):

  • ondas de calor e suores noturnos;
  • alterações do sono;
  • mudanças de humor, ansiedade ou baixo humor;
  • secura vaginal ou desconforto durante relações;
  • redução da libido;
  • dificuldade de concentração ou sensação de “névoa mental”;

Esses sintomas não aparecem da mesma maneira em todas as mulheres. Alguns podem ocorrer antes da última menstruação e outros permanecer na pós-menopausa.

Sangramento irregular: quando investigar

Mudanças no ciclo menstrual são esperadas na perimenopausa, mas nem todo sangramento se deve à transição hormonal.

O ACOG orienta que alterações no padrão de sangramento sejam relatadas ao profissional de saúde, porque outras causas também podem estar envolvidas.

Após a menopausa estabelecida, a orientação é ainda mais clara: qualquer sangramento vaginal depois de 12 meses sem menstruação deve ser avaliado, mesmo que aconteça apenas uma vez, ou  em pequena quantidade. Isso não significa necessariamente uma doença grave, mas exige investigação da causa (NHS)

Quais são os sintomas mais comuns

Não existe um conjunto obrigatório de sintomas. A OMS ressalta que algumas mulheres têm poucas ou nenhuma manifestação, enquanto outras apresentam sintomas mais intensos. 

Entre os mais reconhecidos estão ondas de calor e suores noturnos, chamados de sintomas vasomotores.  A Diretriz Brasileira sobre Saúde Cardiovascular no Climatério e Menopausa de 2024 mostra que eles podem ocorrer, de forma moderada a intensa, em até cerca de 80% das mulheres durante a transição menopausal.

Outras manifestações possíveis incluem secura vaginal e dor durante relações, alterações de sono, mudanças de humor, sintomas urinários, redução da libido, dificuldades de concentração e dores musculares ou articulares (OMS. NHS). 

Mudanças na composição corporal também podem ocorrer ao longo dessa fase. A Diretriz Brasileira sobre Saúde Cardiovascular no Climatério e Menopausa descreve aumento da adiposidade central durante a transição, mas é importante lembrar que idade, alimentação, atividade física, sono e outros fatores também influenciam peso e composição corporal.

Menopausa e saúde óssea

A relação entre menopausa e saúde cardiovascular é mais complexa do que a simples retirada de um “efeito protetor” do estrogênio.

A OMS informa que a vantagem cardiovascular observada nas mulheres em relação aos homens diminui progressivamente depois da menopausa. Ao mesmo tempo, fatores como envelhecimento, pressão arterial, colesterol, glicemia, distribuição de gordura corporal, tabagismo e sedentarismo também participam dessa evolução. 

A Diretriz Brasileira sobre Saúde Cardiovascular no Climatério e Menopausa – 2024 descreve mudanças em lipídios, adiposidade central, pressão arterial e metabolismo da glicose ao longo dessa transição e recomenda que a avaliação cardiovascular leve em conta tanto os fatores tradicionais de risco quanto o histórico reprodutivo da mulher. 

Por isso, a menopausa pode ser uma oportunidade para revisar pressão arterial, perfil lipídico, glicemia, atividade física, alimentação, tabagismo e outros componentes da saúde cardiovascular, de acordo com a avaliação profissional.

E a saúde emocional?

A OMS inclui alterações de humor, depressão e ansiedade entre as manifestações associadas à menopausa. 

A Diretriz Brasileira de 2024 também aponta maior risco de depressão e ansiedade durante a transição menopausal. Isso não significa que todo sofrimento emocional nessa fase seja causado pelos hormônios: sono, história pessoal de saúde mental, estresse, contexto social e outros fatores também devem ser considerados. 

Sintomas emocionais intensos, persistentes ou que interfiram nas relações, trabalho ou atividades cotidianas merecem avaliação profissional.

Hábitos que ajudam a cuidar da saúde nessa fase

Não existe uma única rotina capaz de evitar todos os sintomas ou consequências da menopausa. Ainda assim, alguns hábitos contribuem para saúde óssea, cardiovascular e bem-estar geral.

Atividade física regular, alimentação equilibrada, não fumar, cuidar do sono e procurar apoio emocional quando necessário fazem parte desse conjunto. A Diretriz Brasileira menciona atividade física, controle dos fatores cardiometabólicos e abandono do tabagismo. 

A avaliação de saúde óssea e cardiovascular deve ser individualizada. A menopausa, isoladamente, não significa que toda mulher precise realizar os mesmos exames no mesmo momento.

Quando procurar o ginecologista

Vale procurar avaliação quando os sintomas afetam de forma relevante o bem-estar ou a rotina, quando há dúvidas sobre as mudanças que estão ocorrendo ou quando o padrão de sangramento muda de maneira significativa (OMS, ACOG). 

Qualquer sangramento vaginal depois de a menopausa estar estabelecida deve ser investigado (NHS).

Para ajudar na consulta, pode ser útil levar informações sobre o padrão dos ciclos, frequência dos sintomas, medicamentos e suplementos utilizados, além do histórico pessoal e familiar relevante.

Perguntas frequentes sobre menopausa

Qual é a idade da menopausa?

Segundo a OMS, a menopausa natural ocorre geralmente entre 45 e 55 anos. Estudos brasileiros encontraram resultados diferentes conforme população e método: um estudo nacional de 2022 encontrou mediana de 48 anos, enquanto um estudo populacional anterior realizado em Campinas encontrou média de 51,2 anos. 

Quanto tempo duram os sintomas?

Varia muito conforme a mulher e o sintoma. A OMS informa que eles podem persistir por vários anos. Em um grande estudo longitudinal, sintomas vasomotores frequentes, como ondas de calor e suores noturnos, apresentaram duração mediana de 7,4 anos, mas algumas mulheres tiveram duração significativamente maior. 

Mudanças de humor são comuns?

Elas podem ocorrer durante a transição. Irritabilidade, baixo humor, ansiedade e sintomas depressivos estão descritos entre as manifestações possíveis. Sintomas intensos, persistentes ou que prejudiquem a rotina não devem ser simplesmente considerados “normais” e merecem avaliação (OMS, NHS). 

É possível evitar a perda óssea?

Não é possível garantir que não haverá perda de massa óssea. A queda do estrogênio acelera a perda óssea durante a transição e nos primeiros anos após a menopausa. Atividade física adequada, alimentação que forneça os nutrientes necessários à saúde óssea, não fumar e avaliação do risco individual fazem parte da prevenção de osteoporose e fraturas (ACOG; Diretriz Brasileira). 

A densitometria óssea não precisa ser feita automaticamente por todas as mulheres ao chegar à menopausa; a indicação considera idade e fatores de risco (USPSTF).

Fontes Pesquisadas

World Health Organization (WHO). Menopause.
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/menopause/

Pompei LM, et al. Profile of Brazilian climacteric women: results from the Brazilian Menopause Study. Climacteric. 2022 Oct;25(5):523-529.
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35801642/

Pedro AO, et al. Idade de ocorrência da menopausa natural em mulheres brasileiras: resultados de um inquérito populacional domiciliar. Cadernos de Saúde Pública. 2003 Jan-Feb;19(1):17-25.
https://www.scielo.br/j/csp/a/ztwPHmcJVdG6zr4y4L3Yffr/

American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG). The Menopause Years.
https://www.acog.org/womens-health/faqs/the-menopause-years

Sociedade Brasileira de Cardiologia / FEBRASGO / SOBRAC. Diretriz Brasileira sobre a Saúde Cardiovascular no Climatério e na Menopausa – 2024.
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11341215/

NHS. Symptoms of menopause and perimenopause. Atualizado em 2026.
https://www.nhs.uk/conditions/menopause-and-perimenopause/symptoms/

NHS. Postmenopausal bleeding.
https://www.nhs.uk/symptoms/post-menopausal-bleeding/

Bone Health & Osteoporosis Foundation. Bone Basics.
https://www.bonehealthandosteoporosis.org/preventing-fractures/general-facts/bone-basics/

U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF). Osteoporosis to Prevent Fractures: Screening — Clinician Summary. 2025.
https://www.uspreventiveservicestaskforce.org/uspstf/document/ClinicalSummaryFinal/osteoporosis-screening

Avis NE, et al. Duration of menopausal vasomotor symptoms over the menopause transition. JAMA Internal Medicine. 2015;175(4):531–539.
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25686030/

版权所有 © Biolab | 版权所有 - 2026