Saúde cardiovascular: o que é, por que importa e como cuidar do coração no dia a dia
As doenças cardiovasculares respondem por cerca de 400 mil mortes por ano no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Isso significa que, a cada minuto, ao menos uma pessoa perde a vida por um problema que, em grande parte dos casos, poderia ter sido prevenido ou retardado com mudanças de hábitos e acompanhamento médico regular. Saúde cardiovascular é o conjunto de condições que mantém o coração e os vasos sanguíneos funcionando de forma eficiente, garantindo que cada órgão do corpo receba oxigênio e nutrientes na medida certa (National Heart, Lung, and Blood Institute – NHLBI).
Apesar da gravidade desses números, a maioria das pessoas só se preocupa com o coração quando sente algo errado: uma dor no peito, uma falta de ar inesperada, uma tontura persistente. A pergunta que fica é: por que esperar o corpo dar sinais de alerta se os principais fatores de risco cardiovascular são conhecidos, mensuráveis e, em boa parte, modificáveis? Pressão arterial, colesterol, glicemia, peso corporal, nível de atividade física e tabagismo são variáveis que qualquer pessoa pode monitorar e, com orientação adequada, controlar.
Este guia reúne o que você precisa saber para entender como funciona o sistema cardiovascular, quais fatores colocam o coração em risco, quais hábitos efetivamente protegem e quais exames ajudam a acompanhar a saúde do coração ao longo da vida. A proposta é oferecer uma visão integrada e orientada à prevenção, conectando alimentação, atividade física, sono, saúde mental e rotina de cuidados em um único mapa prático. Sem prescrições, sem alarmismo, com informação de qualidade.
O que é saúde cardiovascular e por que ela merece atenção
Saúde cardiovascular é o estado de funcionamento equilibrado do coração e de todo o sistema de vasos sanguíneos, incluindo artérias, veias e capilares. Quando esse sistema opera bem, o sangue circula de forma contínua, entregando oxigênio e nutrientes a cada célula e removendo resíduos metabólicos. Quando algo falha nesse circuito, as consequências podem afetar o corpo inteiro.
A importância de cuidar do coração vai além de evitar infartos e AVCs. Um sistema cardiovascular saudável sustenta a disposição física, a capacidade cognitiva, a qualidade do sono e até a saúde emocional. O coração não trabalha isolado: ele responde ao que comemos, ao quanto nos movemos, ao nível de estresse que carregamos e à qualidade do descanso que oferecemos ao corpo.
O que torna esse tema tão urgente é que muitas doenças cardiovasculares se desenvolvem de forma silenciosa. A hipertensão arterial, por exemplo, pode levar anos sem provocar sintomas evidentes, mas nesse período já causa danos progressivos às artérias, ao coração e a órgãos como rins e cérebro. O colesterol elevado segue a mesma lógica: acumula placas de gordura nas paredes dos vasos sem que a pessoa perceba, até que o fluxo sanguíneo fique comprometido de forma significativa (Mayo Clinic).
Por isso, cuidar da saúde cardiovascular é, antes de tudo, um exercício de prevenção. Não se trata de reagir a sintomas, mas de construir, ao longo dos anos, condições para que o coração funcione bem pelo maior tempo possível.
Como funciona o sistema cardiovascular: uma explicação simples
O sistema cardiovascular é a rede de transporte do corpo humano. Ele é formado pelo coração, que funciona como uma bomba muscular, e por uma malha extensa de vasos sanguíneos que se ramificam por todo o organismo. Sua função principal é manter o sangue em circulação constante, garantindo que oxigênio e nutrientes cheguem a cada tecido e que resíduos sejam encaminhados para eliminação.
O coração possui quatro câmaras: dois átrios (superiores) e dois ventrículos (inferiores). O lado direito recebe o sangue que já passou pelo corpo e o envia para os pulmões, onde acontece a troca gasosa. Nos pulmões, o sangue libera gás carbônico e absorve oxigênio. Já oxigenado, ele retorna ao lado esquerdo do coração, que o bombeia com força para a aorta e, a partir dela, para todo o corpo.
Esse ciclo se repete, em média, 100 mil vezes por dia. Para manter esse ritmo, o coração depende de um sistema elétrico próprio, que coordena as contrações de forma sincronizada. Qualquer alteração nesse ritmo, na força de contração ou na integridade dos vasos pode comprometer o funcionamento do conjunto.
Artérias, veias e capilares: cada um com seu papel
As artérias transportam o sangue rico em oxigênio do coração para os tecidos. As veias fazem o caminho de volta, trazendo o sangue com gás carbônico de volta ao coração. Os capilares, finíssimos, são o ponto de troca: é neles que o oxigênio passa para as células e os resíduos entram na corrente sanguínea para serem eliminados.
Segundo o National Institutes of Health (NIH), quando as artérias perdem elasticidade, acumulam placas de gordura ou sofrem inflamação crônica, o fluxo sanguíneo diminui. Esse processo, chamado aterosclerose, está na base da maioria dos eventos cardiovasculares graves, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).
Fatores de risco que você pode controlar (e os que não pode)
Os fatores de risco cardiovascular se dividem em duas categorias: modificáveis, que dependem de escolhas e hábitos, e não modificáveis, que fazem parte da constituição biológica ou do histórico de cada pessoa. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a American Heart Association (AHA), American Cancer Society e o U. S. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), conhecer ambos é o primeiro passo para agir de forma consciente sobre o que está ao seu alcance.
Fatores de risco modificáveis
Estes são os fatores sobre os quais você pode atuar diretamente, com mudanças de hábitos e acompanhamento médico:
- Hipertensão arterial: a pressão alta força o coração a trabalhar mais do que deveria e danifica as paredes das artérias ao longo do tempo. Manter os valores dentro da faixa recomendada pelo médico é uma das medidas mais eficazes de prevenção.
- Colesterol elevado: o excesso de LDL (o chamado “colesterol ruim”) favorece o acúmulo de placas de gordura nas artérias. Já o HDL (“colesterol bom”) ajuda a remover essas placas. O equilíbrio entre eles importa.
- Diabetes e resistência à insulina: níveis elevados de glicose no sangue aceleram o processo de aterosclerose e aumentam o risco de eventos cardíacos.
- Tabagismo: fumar danifica o revestimento interno das artérias, eleva a pressão arterial, reduz o HDL e aumenta a tendência à formação de coágulos.
- Sedentarismo: a falta de atividade física regular enfraquece o coração, favorece o ganho de peso e contribui para o descontrole de pressão, colesterol e glicemia.
- Obesidade e excesso de gordura abdominal: o acúmulo de gordura na região da cintura está diretamente associado a maior risco cardiovascular.
- Alimentação desequilibrada: dietas ricas em sódio, gorduras saturadas, açúcares adicionados e alimentos ultraprocessados sobrecarregam o sistema cardiovascular.
- Estresse crônico e má qualidade do sono: ambos elevam a pressão arterial, promovem inflamação sistêmica e interferem nos mecanismos de recuperação do corpo.
- Consumo excessivo de álcool: em excesso, o álcool pode elevar a pressão, causar arritmias e contribuir para o ganho de peso.
Fatores de risco não modificáveis
De acordo com orientações de instituições como SBC, CDC e Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), há fatores não podem ser alterados, mas devem ser conhecidos para que a prevenção seja mais direcionada:
- Idade: o risco cardiovascular aumenta com o envelhecimento e pode se manifestar mais cedo em homens; após a menopausa, o risco cardiovascular das mulheres tende a aumentar.
- Sexo biológico: homens tendem a desenvolver doenças cardiovasculares mais cedo. Após a menopausa, o risco nas mulheres se aproxima ao dos homens, pela redução do efeito protetor do estrogênio.
- Histórico familiar: ter parentes de primeiro grau que sofreram infarto ou AVC precocemente (antes dos 55 anos em homens e 65 anos em mulheres) é um sinal de alerta importante.
- Etnia: alguns grupos populacionais apresentam prevalência maior de hipertensão e outras condições cardiovasculares.
A boa notícia é que, mesmo quando os fatores não modificáveis estão presentes, o controle rigoroso dos fatores modificáveis reduz significativamente o risco. Prevenção não elimina toda a possibilidade de doença, mas muda a probabilidade de forma expressiva.
Sinais de alerta que merecem atenção no dia a dia
O coração nem sempre avisa de forma dramática quando algo está errado. Muitos sinais de alerta cardiovascular são sutis e podem ser confundidos com cansaço, ansiedade ou problemas digestivos. Para a American Heart Association (AHA) e o U. S. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), reconhecer os sinais é fundamental para buscar avaliação médica no momento certo.
Fique atento aos seguintes sintomas:
- Dor ou desconforto no peito: pode ser uma pressão, aperto, queimação ou peso na região torácica. Nem toda dor no peito é cardíaca, mas qualquer desconforto persistente ou recorrente merece investigação.
- Falta de ar desproporcional ao esforço: sentir dificuldade para respirar ao subir poucos degraus ou durante atividades leves pode indicar que o coração não está bombeando sangue de forma eficiente.
- Palpitações frequentes: a sensação de que o coração está acelerado, batendo fora do ritmo ou “pulando” batidas pode sinalizar arritmias que precisam ser avaliadas.
- Tontura ou desmaio sem causa aparente: episódios de tontura intensa, escurecimento da visão ou perda de consciência podem estar relacionados a alterações no ritmo cardíaco ou na pressão arterial.
- Inchaço nas pernas, tornozelos ou pés: o acúmulo de líquido nessas regiões pode ser sinal de que o coração não está conseguindo manter a circulação adequada.
- Cansaço intenso e persistente: fadiga que não melhora com descanso e que interfere nas atividades do dia a dia pode indicar comprometimento da função cardíaca.
- Suor frio sem motivo: sudorese excessiva acompanhada de mal-estar, especialmente em repouso, pode ser um sinal de evento cardíaco agudo.
Nenhum desses sintomas deve ser ignorado ou autodiagnosticado. A orientação é sempre procurar um médico para avaliação. Quanto mais cedo uma alteração é identificada, maiores as chances de tratamento eficaz e de preservação da qualidade de vida.
Checklist de hábitos que protegem o coração
Proteger o coração no dia a dia não exige mudanças radicais de uma hora para outra. Exige consistência. Pequenos ajustes na rotina, mantidos ao longo do tempo, produzem efeitos cumulativos significativos sobre a saúde cardiovascular. O checklist a seguir combina indicações do Ministério de Saúde, AHA e Instituto Nacional de Câncer – INCA para indicar os hábitos com maior respaldo científico para a prevenção de doenças do coração:
Alimentação
- Priorize frutas, verduras, legumes, grãos integrais, leguminosas e oleaginosas.
- Reduza o consumo de sódio (sal), dando preferência a temperos naturais como alho, cebola, ervas e especiarias.
- Limite alimentos ultraprocessados, ricos em gorduras trans, sódio e açúcares adicionados.
- Inclua fontes de gorduras boas, como azeite de oliva, abacate e peixes ricos em ômega-3 (sardinha, salmão, atum).
- Mantenha uma boa hidratação ao longo do dia, priorizando água.
Atividade física
- Segundo a AHA e o CDC, adultos devem praticar pelo menos 150 minutos semanais de atividade física aeróbica moderada, o que pode ser distribuído como 30 minutos por dia, cinco vezes por semana. A prática regular ajuda na saúde cardiovascular, no controle do peso e na redução dos riscos associados ao sedentarismo. Inclua exercícios de fortalecimento muscular pelo menos duas vezes por semana.
- Reduza o tempo sentado: levante-se a cada hora, caminhe durante ligações, use escadas quando possível.
- Antes de iniciar ou intensificar qualquer programa de exercícios, consulte um médico para avaliação cardiovascular.
Sono e recuperação
- Segundo a American Heart Association, adultos devem dormir em média entre 7 e 9 horas por noite como parte dos cuidados com a saúde cardiovascular. O CDC/NIOSH também recomenda manter horários consistentes para dormir e acordar.
- Evite telas e estimulantes (cafeína, nicotina) nas horas que antecedem o sono (Mayo Clinic e CDC).
- Mantenha o quarto escuro, silencioso e com temperatura agradável.
Saúde mental e manejo do estresse
- Identifique fontes de estresse crônico e busque formas de lidar com elas: atividade física, meditação, terapia, hobbies, convívio social.
- Não normalize a exaustão. Cansaço persistente, irritabilidade constante e dificuldade de concentração merecem atenção.
- Se necessário, procure apoio profissional. Saúde mental e saúde cardiovascular estão profundamente conectadas.
Hábitos gerais
- Não fume. Se você fuma, busque orientação médica para um plano de cessação.
- Modere o consumo de álcool.
- Mantenha o peso corporal dentro de uma faixa saudável, com atenção especial à circunferência abdominal.
- Tome os medicamentos prescritos conforme a orientação médica, sem interromper ou ajustar doses por conta própria.
Esse checklist não substitui a consulta médica. Ele funciona como um guia de referência para organizar a rotina de cuidados e manter a prevenção como parte do dia a dia.

Quais exames de rotina ajudam a monitorar a saúde cardiovascular
Exames de rotina são ferramentas essenciais para identificar alterações cardiovasculares antes que elas provoquem sintomas. A frequência e o tipo de exame dependem da idade, do histórico familiar e dos fatores de risco de cada pessoa, e devem ser definidos pelo médico. Baseado nos artigos dos MedlinePlus, NHLBI/NIH e Mayo Clinic, conheça os principais pontos de atenção:
- Aferição da pressão arterial: deve ser feita regularmente, pelo menos uma vez ao ano em adultos sem fatores de risco. Pessoas com histórico de hipertensão ou outros fatores devem monitorar com mais frequência, conforme orientação médica.
- Perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos): o exame de sangue que mede colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos é fundamental para avaliar o risco de aterosclerose. A recomendação geral é iniciar a partir dos 20 anos e repetir conforme a orientação do médico.
- Glicemia de jejum: avalia os níveis de açúcar no sangue e ajuda a identificar diabetes ou pré-diabetes, condições que aumentam significativamente o risco cardiovascular.
- Eletrocardiograma (ECG): registra a atividade elétrica do coração e pode detectar arritmias, sinais de sobrecarga cardíaca e indícios de infarto prévio.
- Ecocardiograma: exame de imagem que avalia a estrutura e a função do coração, incluindo o tamanho das câmaras, a espessura das paredes e o funcionamento das válvulas.
- Teste ergométrico (teste de esforço): avalia o comportamento do coração durante o exercício físico, ajudando a identificar isquemia (redução do fluxo sanguíneo) que pode não aparecer em repouso.
- Hemograma e marcadores inflamatórios: exames complementares que podem indicar condições associadas ao risco cardiovascular, como anemia e inflamação crônica.
A periodicidade dos exames varia de pessoa para pessoa. O importante é manter o acompanhamento regular e não esperar sintomas para agendar uma avaliação. Prevenção cardiovascular começa com informação e se sustenta com monitoramento.
Tabagismo, sedentarismo e estresse: o trio que pesa no coração
Se existe um conjunto de fatores que, combinados, aceleram o desgaste cardiovascular de forma consistente, é a tríade formada por tabagismo, sedentarismo e estresse crônico. Cada um deles, isoladamente, já representa risco. Juntos, potencializam os danos de maneira que o corpo tem dificuldade de compensar.
Tabagismo
Fumar é o fator de risco modificável mais agressivo para o sistema cardiovascular. As substâncias presentes no cigarro danificam o endotélio (revestimento interno das artérias), promovem inflamação, elevam a pressão arterial e reduzem os níveis de HDL. Além disso, o monóxido de carbono inalado reduz a capacidade do sangue de transportar oxigênio, forçando o coração a trabalhar mais (American Cancer Society).
A boa notícia é que os benefícios de parar de fumar começam a aparecer rapidamente. Em 20 minutos, a pressão arterial e a frequência cardíaca já começam a se normalizar. Entre um e dois anos sem uso de cigarro, o risco de um ataque cardíaco se reduz drasticamente. Em 15 anos, o risco se aproxima ao de alguém que nunca fumou (American Cancer Society).
Sedentarismo
A inatividade física enfraquece o músculo cardíaco, favorece o acúmulo de gordura visceral, piora o controle da pressão arterial e da glicemia e contribui para o aumento do colesterol LDL. Estudos mostram que o sedentarismo prolongado está associado a um risco cardiovascular comparável ao do tabagismo (AHA).
Mover o corpo regularmente fortalece o coração, melhora a circulação, ajuda no controle do peso e libera substâncias que reduzem a inflamação e melhoram o humor. Não é necessário se tornar atleta: caminhar 30 minutos por dia, cinco vezes por semana, já produz benefícios mensuráveis (CDC).
Estresse crônico
O estresse prolongado mantém o corpo em estado de alerta constante, com liberação contínua de cortisol e adrenalina. Isso eleva a pressão arterial, aumenta a frequência cardíaca, promove inflamação e pode levar a comportamentos de risco, como alimentação compulsiva, tabagismo e consumo excessivo de álcool.
Gerenciar o estresse não significa eliminá-lo da vida, o que seria impossível. Significa desenvolver estratégias para lidar com ele de forma mais saudável: atividade física regular, técnicas de respiração, meditação, terapia, momentos de lazer e conexões sociais de qualidade.
Quando esses três fatores coexistem, o coração envelhece mais rápido do que o calendário sugere. Reconhecer essa combinação e agir sobre cada um dos seus componentes é uma das decisões mais importantes para a saúde a longo prazo.
Quando procurar um médico para avaliar a saúde cardiovascular
Muitas pessoas acreditam que só devem procurar um cardiologista quando sentem algo errado. Essa lógica, embora compreensível, ignora o fato de que as doenças cardiovasculares mais comuns se desenvolvem de forma silenciosa, sem sintomas perceptíveis nas fases iniciais.
Baseado em artigos da CDC, AHA e INCA, listamos situações em que a avaliação médica deve ser prioridade:
- A partir dos 40 anos: mesmo sem queixas, é recomendável fazer uma avaliação cardiovascular de base, com exames de sangue, aferição de pressão e, se indicado pelo médico, eletrocardiograma e teste de esforço.
- Histórico familiar de doenças cardíacas: se pais, irmãos ou avós tiveram infarto, AVC, arritmia ou morte súbita antes dos 60 anos, o acompanhamento deve começar mais cedo.
- Presença de fatores de risco: hipertensão, colesterol alto, diabetes, obesidade, tabagismo e sedentarismo são motivos para buscar orientação médica independentemente da idade.
- Sintomas novos ou persistentes: dor no peito, falta de ar, palpitações, tontura, inchaço nas pernas ou cansaço desproporcional ao esforço devem ser investigados sem demora.
- Antes de iniciar atividade física intensa: pessoas sedentárias que desejam começar a se exercitar com intensidade devem passar por avaliação médica prévia.
- Mulheres na perimenopausa e pós-menopausa: a redução do estrogênio altera o perfil de risco cardiovascular feminino, tornando o acompanhamento mais relevante nessa fase.
O médico é quem vai avaliar o conjunto de fatores, solicitar os exames adequados e orientar as medidas preventivas ou terapêuticas necessárias. A prevenção cardiovascular funciona melhor quando é contínua, e não pontual.
Perguntas frequentes sobre saúde cardiovascular
O que é saúde cardiovascular?
Saúde cardiovascular é o estado de funcionamento equilibrado do coração e dos vasos sanguíneos (artérias, veias e capilares). Quando esse sistema opera de forma eficiente, o sangue circula adequadamente, entregando oxigênio e nutrientes a todos os tecidos do corpo e removendo resíduos. Manter a saúde cardiovascular envolve controlar fatores como pressão arterial, colesterol, glicemia, peso corporal e nível de atividade física, além de evitar o tabagismo e gerenciar o estresse (CDC).
Como prevenir doenças do coração no dia a dia?
Segundo fontes de saúde, como o Ministério da Saúde, a AHA e o CDC, a prevenção de doenças do coração se baseia em hábitos consistentes: manter uma alimentação rica em frutas, verduras, grãos integrais e gorduras boas; praticar atividade física regular (pelo menos 150 minutos por semana de exercício moderado); não fumar; controlar o peso; dormir entre 7 e 9 horas por noite; gerenciar o estresse; e fazer exames de rotina conforme orientação médica. Essas medidas, combinadas, reduzem significativamente o risco cardiovascular.
Quais são os principais fatores de risco cardiovascular?
Os fatores de risco se dividem em modificáveis e não modificáveis. Entre os modificáveis estão hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade, alimentação desequilibrada, estresse crônico e consumo excessivo de álcool. Entre os não modificáveis estão idade, sexo biológico, histórico familiar de doenças cardíacas e etnia. Conhecer ambos os grupos permite direcionar a prevenção de forma mais eficaz (SBC, CDC e SOCESP).
Quais exames avaliam a saúde do coração?
Os principais exames de rotina para monitorar a saúde cardiovascular incluem aferição da pressão arterial, perfil lipídico (colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos), glicemia de jejum, eletrocardiograma, ecocardiograma e teste ergométrico. A frequência e a combinação de exames dependem da idade, dos fatores de risco e do histórico de cada pessoa, e devem ser definidas pelo médico (CDC).
A partir de que idade devo me preocupar com a saúde cardiovascular?
O cuidado com a saúde cardiovascular deve começar cedo, com hábitos saudáveis desde a infância e a adolescência. Na vida adulta, diretrizes da American Heart Association (AHA) indicam que os fatores de risco cardiovascular sejam avaliados periodicamente a partir dos 20 anos. A partir dos 40 anos, ou antes quando há histórico familiar, diabetes, hipertensão, colesterol alto, obesidade, tabagismo ou outros fatores de risco, a avaliação médica ajuda a definir quais exames são necessários e com que frequência devem ser repetidos.
Em paralelo, a Sociedade Brasileira de Cardiologia orienta que adultos saudáveis devem verificar o colesterol mediante periodicidade orientada pelo médico cardiologista, pois apenas com acompanhamento é possível compreender mais sobre os riscos cardiovasculares que o indivíduo pode ter.
Estresse pode causar problemas no coração?
Sim. O estresse crônico mantém o corpo em estado de alerta constante, com liberação prolongada de hormônios como cortisol e adrenalina. Isso eleva a pressão arterial, aumenta a frequência cardíaca, promove inflamação e pode favorecer comportamentos prejudiciais, como alimentação compulsiva e tabagismo. Gerenciar o estresse com atividade física, técnicas de relaxamento, terapia e momentos de lazer é uma medida importante de proteção cardiovascular (AHA).
Qual a relação entre alimentação e saúde do coração?
Segundo o Ministério da Saúde, a alimentação influencia diretamente os principais fatores de risco cardiovascular. Dietas ricas em sódio elevam a pressão arterial. O excesso de gorduras saturadas e trans aumenta o colesterol LDL. Açúcares adicionados e alimentos ultraprocessados contribuem para obesidade e resistência à insulina. Por outro lado, uma alimentação baseada em frutas, verduras, legumes, grãos integrais, peixes e gorduras boas (como azeite de oliva) ajuda a manter a pressão, colesterol e glicemia sob controle.
Importante: este conteúdo tem finalidade educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento médico. Diante de qualquer dúvida ou sintoma, procure orientação de um profissional de saúde.
Fontes consultadas:
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https://www.nhlbi.nih.gov/health/heart
https://www.nhlbi.nih.gov/health/heart/blood-flow
https://www.nhlbi.nih.gov/health/heart/heart-beats
http://cardiometro.com.br/include-cardiometro/teste2/pdf/POCKET%20DIRETRIZ%20DE%20PREVENCAO.pdf
https://www.cdc.gov/heart-disease/risk-factors/index.html
https://www.cdc.gov/high-blood-pressure/risk-factors/index.html
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https://medlineplus.gov/lab-tests/stress-tests
https://socesp.org.br/prevencao/fatores-de-risco