Insuficiência cardíaca pode atingir 20% da população ao longo da vida
Doença afeta cerca de 2 milhões de brasileiros, provoca falta de ar e cansaço e representa um desafio para o SUS devido ao alto número de reinternações
A insuficiência cardíaca é uma doença que pode comprometer a autonomia e a qualidade de vida, especialmente entre os idosos. Com o envelhecimento da população e o aumento da longevidade, a condição se torna um desafio cada vez maior para a saúde pública. Estimativas apontam que o risco de desenvolver insuficiência cardíaca ao longo da vida chega a 20%.
No Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas convivem com a doença, segundo os dados apresentados pela cardiologista Egle Costa Oppi, gerente executiva médica da Biolab Farmacêutica. O país registra aproximadamente 240 mil novos casos por ano. No mundo, a condição atinge cerca de 26 milhões de pessoas.
A insuficiência cardíaca ocorre quando o coração perde a capacidade de bombear sangue adequadamente ou de se encher de maneira eficiente. Como consequência, o organismo pode receber menos oxigênio e nutrientes, afetando atividades simples do cotidiano.
“Estamos falando de uma condição com um risco estimado de 20% de desenvolvimento ao longo da vida, uma realidade que exige atenção imediata, desde o diagnóstico preventivo até o tratamento especializado”, explica a médica.
Envelhecimento aumenta a preocupação
O avanço da idade está entre os fatores que contribuem para o crescimento dos casos. Dados do DATASUS analisados entre 2014 e 2024 mostram que a faixa etária de 70 a 79 anos concentrou mais de 585 mil internações por insuficiência cardíaca no Brasil.
A doença, porém, não é uma consequência inevitável do envelhecimento. Ela costuma ser resultado de diferentes agressões acumuladas pelo coração ao longo dos anos. Entre as principais causas estão a hipertensão arterial, o infarto do miocárdio, o diabetes e a aterosclerose.
“A insuficiência cardíaca é o resultado final de diversas agressões acumuladas pelo órgão, decorrente principalmente de doenças como hipertensão arterial e infarto do miocárdio, condições estas que poderiam ser controladas”, afirma Egle.
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