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Marketing farmacêutico acelera branding, conteúdo e acesso à saúde em julho

Publicado em 16 de julho de 2026

O Marketing farmacêutico vive um momento de transformação no Brasil. Tradicionalmente concentradas na comunicação com médicos e profissionais da saúde, as empresas do setor estão atuando mais estrategicamente junto ao consumidor final, investindo em branding, produção de conteúdo, comunidades, campanhas de educação e estratégias que reforçam o acesso aos tratamentos. As ações lançadas em julho mostram uma série de iniciativas que mostram como as marcas estão expandindo sua presença além do medicamento, disputando relevância em temas como prevenção, bem-estar e qualidade de vida.

A mudança acompanha um mercado em expansão. O Brasil representa cerca de 42% da receita da indústria farmacêutica na América Latina, movimentou R$ 246,1 bilhões em 2025, alta de 11% em relação ao ano anterior, e concentra uma das maiores ondas de inovação da categoria, impulsionada principalmente pelos medicamentos para obesidade, vacinas, terapias hormonais e produtos OTC (isentos de prescrição). Paralelamente, o consumidor passou a buscar mais informação sobre saúde nas plataformas digitais, tornando conteúdo, reputação e relacionamento ativos estratégicos para as empresas.

Essa evolução também altera profundamente a forma como o Marketing farmacêutico é planejado. Se antes a comunicação era predominantemente técnica e institucional, hoje as marcas combinam campanhas de massa, creators, plataformas proprietárias de conteúdo, programas de fidelização, experiências digitais e ações de branding para construir confiança durante toda a jornada do paciente. O modelo de comunicação busca fortalecer posicionamento, ampliar acesso e criar vínculos contínuos com diferentes públicos.

Conteúdo próprio se consolida como ativo estratégico

Outra transformação relevante está na produção de conteúdo proprietário, em que não mais dependem exclusivamente da mídia tradicional, mas criam seus próprios canais para dialogar diretamente com o público. A Biolab, por exemplo, reforçou essa estratégia com o Biolab Cast, que ultrapassou nove milhões de visualizações entre 2025 e o primeiro semestre de 2026. 

O podcast aborda temas como longevidade, saúde mental, nutrição e prevenção, sempre com participação de especialistas. Nesta temporada, o projeto passou a seguir o calendário nacional de saúde, ampliando sua relevância editorial e fortalecendo o papel da marca no combate à desinformação. A ideia é posicionar a farmacêutica como produtoras de conhecimento, aumentando credibilidade e relacionamento em um ambiente digital cada vez mais disputado.

Em junho, durante o Brain Congress, encontro de neurologia e saúde mental do Brasil, a Biolab e o artista urbano Elvis Mourão se uniram em uma collab que usa a arte como linguagem para falar de saúde mental. A parceria apresentou a obra “Cérebro Ilustrado”, criada por Elvis Mourão, que levou a estética contemporânea para reinterpretar o cérebro de forma simbólica e sensorial, transformando o tema em uma experiência visual dentro do evento.

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