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A saúde do coração da mulher exige atenção e prevenção

Publicado em 27 de maio de 2026

Da menopausa ao controle do estresse, descubra o que realmente afeta a saúde do coração da mulher

Quando se fala em doenças do coração, muita gente ainda associa o problema aos homens. Mas a realidade é outra e merece atenção, principalmente com relação ao coração da mulher. As doenças cardiovasculares (DVC’s) são a principal causa de morte entre as mulheres, tanto no Brasil quanto no mundo, e respondem por cerca de um terço dos óbitos por todas as causas. Além disso, comparativamente, as taxas de mortalidade por DCVs são maiores que o dobro daquelas correspondentes às de todas as neoplasias associadas. No Brasil, estima-se que uma a cada cinco mulheres tenha risco de sofrer um infarto, e a probabilidade de morte por essa causa pode ser até 50% maior em comparação aos homens.

O que aumenta o risco cardiovascular nas mulheres

A saúde do coração feminino é influenciada por uma combinação de fatores biológicos e comportamentais.

  • Hormônios e menopausa
    Durante a fase reprodutiva, os hormônios femininos, especialmente o estrogênio, ajudam a proteger o sistema cardiovascular, por exemplo, ao retardar o acúmulo de gordura nas artérias. No entanto, com a chegada da menopausa, por volta dos 50 anos de idade, essa proteção diminui. Como consequência, os casos de infarto e a necessidade de intervenções cardíacas em mulheres aumentam cerca de 30%.

  • Histórico familiar
    A genética também desempenha papel importante. Quando há casos de doenças cardíacas precoces na família, como em pais ou irmãos, o risco pode aumentar em até 25%.

  • Estilo de vida e saúde emocional
    A rotina também influencia diretamente a saúde do coração. Muitas mulheres acumulam responsabilidades profissionais, familiares e domésticas, o que pode levar a níveis elevados de estresse, ansiedade, burnout e depressão. Hoje, esses fatores psicossociais são reconhecidos como gatilhos importantes, ainda pouco valorizados, que aumentam a vulnerabilidade a doenças cardiovasculares.

Como prevenir doenças cardiovasculares na mulher

Grande parte das doenças do coração pode ser prevenida por meio de mudanças no estilo de vida e de acompanhamento de saúde.

Manter o peso corporal adequado

A obesidade é um dos principais fatores de risco. No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram que 68,2% das mulheres acompanhadas na atenção primária apresentam excesso de peso, enquanto 34,2% têm obesidade. Controlar o peso corporal e a circunferência abdominal ajuda a reduzir significativamente o risco cardiometabólico.

Praticar atividade física regularmente

Mais da metade das mulheres brasileiras (55,7%) não atinge as recomendações mínimas de atividade física. A orientação é realizar pelo menos 150 minutos semanais de exercícios aeróbicos de intensidade moderada, como caminhada, natação ou bicicleta. Esse hábito reduz de forma significativa o risco de desenvolver doenças cardiovasculares.

Priorizar a alimentação equilibrada

Seguir uma dieta baseada em alimentos in natura ou minimamente processados é um dos pilares da prevenção. O Guia Alimentar para a População Brasileira, elaborada pelo Ministério da Saúde, recomenda:

  • aumentar o consumo de frutas, verduras e legumes;
  • reduzir a ingestão de sódio;
  • evitar comer alimentos ultraprocessados.

Ter atenção aos sinais do corpo

Muitas mulheres tendem a demorar mais para procurar ajuda médica, o que pode atrasar o diagnóstico. Alguns sinais não devem ser ignorados, tais como:

  • dor no peito ou na região do estômago;
  • náusea;
  • suor frio;
  • dor que irradia para a mandíbula ou para os ombros;

Manter os exames em dia

Realizar check-ups periódicos é fundamental para monitorar os níveis de colesterol, a pressão arterial e a glicemia. Esse acompanhamento permite identificar alterações precocemente e agir antes que o problema evolua.

Quer saber mais sobre a saúde do coração das mulheres? Leia Doenças Cardiovasculares em mulheres: um problema crescente.

Proteger a saúde cardiovascular faz parte de uma rotina de cuidado contínuo. Pequenas mudanças no dia a dia, tais como se movimentar mais, cuidar da alimentação e olhar com atenção para a saúde emocional, fazem a diferença ao longo do tempo.

Mais do que prevenir doenças, esse cuidado contribui para mais qualidade de vida, bem-estar e longevidade.




FONTE:

https://www.hcor.com.br/hcor-explica/cardiologia/fim-do-mito-mulheres-tambem-sofrem-com-doencas-do-coracao/
https://abccardiol.org/article/posicionamento-sobre-a-saude-cardiovascular-nas-mulheres-2022/
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/eu-quero-me-exercitar/noticias/2022/atividade-fisica-e-habitos-saudaveis-para-a-saude-cardiovascular-da-mulher
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf

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